Me descobrindo no mundo da Psicologia (ou das Psicologias)

[Texto publicado originalmente na fanpage do Relatos de um Garoto de Outro Planeta no dia 25 de Novembro de 2018, por conta disso eu me refiro ao blog como uma página.]

Jacques Lacan, Melanie Klein, Sigmund Freud e Carl Gustav Jung, respectivamente. Alguns dos teóricos mais famosos das Psicologias Profundas.
Jacques Lacan, Melanie Klein, Sigmund Freud e Carl Gustav Jung. Alguns dos dinossauros da Psicologia e pioneiros da Psicologia Profunda. (imagem retirada da internet)



[Atualização 02/07/2019:

Estou revisando textos antigos do blog e este foi um dos primeiros que escrevi. Na época eu não escrevia tão bem quanto hoje, então é um texto exageradamente extenso, pouco objetivo e com parágrafos muito grandes. Além disso, eu escrevi ele durante uma crise de euforia em que fiquei mais de 20h ininterruptas digitando.

Apesar de não gostar muito da qualidade dele atualmente, é um texto que foi importante para mim porque foi depois de escrevê-lo que resolvi iniciar o blog. Também foi terapêutico porque eu não tinha com quem compartilhar todas as descobertas sobre Psicologia que eu tinha nos meus estudos e acabei transferindo tudo para o texto.

Hoje tenho mais conhecimento sobre alguns pontos apresentados aqui e não sei se mantenho algumas dessas opiniões.

Futuramente talvez eu escreva novamente sobre essas minhas descobertas com minha escrita atual, mas em partes ao invés de botar tudo em um texto só.]


[ATENÇÃO: Esse é um texto gigantesco, eu passei a madrugada toda escrevendo, é basicamente uma síntese das minhas reflexões e descobrimento sobre a Psicologia, principalmente recentemente. Desde o descobrimento do meu amor pela área até o descobrimento de coisas como a existência de várias Psicologias, debates sobre a cientificidade de algumas escolas de pensamento da Psicologia e até mesmo da própria Psicologia como um todo. Também é um texto bastante pessoal porque eu relato com mais detalhes como foi o descobrimento do meu diagnóstico de Bipolaridade. Vou listar algumas coisas que eu abordei nesse texto para vocês decidirem se vale a pena ler tudo kkkk: 
  • Porque eu criei essa página e como fiquei surpreso com a quantidade de seguidores (mesmo que não sejam muitos); 
  • Como descobri a Psicologia como área que eu quero estudar e trabalhar; 
  • Como descobri que a Psicologia é dividida em várias escolas de pensamento diferentes, eu achava que era uma só e eu achava que Psicologia e Psicanálise eram sinônimos; 
  • Quando descobri a controversa sobre o status da Psicanálise enquanto ciência e a minha opinião a respeito disso depois de ter lido trocentos textos contra e a favor a respeito; 
  • A eficácia da psicoterapia de orientação psicanalítica e outras abordagens psicodinâmicas é comprovada por um monte de meta-análises feitas nos últimos anos e um estudo da APA (American Psychological Association), que é uma das Instituições científicas da área da Psiologia, reune várias dessas meta-análises e concluí que as psicoterapias psicodinâmicas são inquestionavelmente eficazes. 
  • Algumas críticas à psicoterapia Cognitiva-Comportamental e a minha opinião sobre os praticantes dessa modalidade de psicoterapia defenderem que ela é superior a outras formas de psicoterapia. 

Enfim, é isso, se tiver coragem de ler tudo be my guest]

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SOBRE A PÁGINA
Me descobrindo no mundo da Psicologia (ou das Psicologias)
(Imagem retirada da internet)

Faz um bom tempo que eu não escrevo aqui na página, eu fiquei bastante surpreso com o crescimento dela, não que seja uma página grande, mas já tem quase 1500 seguidores e eu fiquei surpreso porque esse não era o meu objetivo inicial. Ainda não é, na verdade, essa página é uma espécie de diário virtual público e anônimo, porém, com algumas particularidades, por exemplo, as publicações não são feitas diariamente e elas não são relatos sobre dias específicos e eu não me comprometo a escrever aqui diariamente ou semanalmente com alguma periodicidade, mas sim quando der vontade. Isso porque eu criei a página em um momento bastante delicado da minha vida em que eu estava passando por uma fase depressiva intensa e bem aguda, então tudo parecia se tornar uma obrigação para mim.


Quando estamos deprimidos nós perdemos o interesse em coisas que antes costumavam nos dar prazer e cumprir obrigações fica ainda mais doloroso, as atividades que antes me davam prazer parece que se tornaram obrigação: começar a jogar um jogo novo (sempre adorei vídeo games) deixou de ser uma atividade prazerosa e espontânea porque o jogo demanda um certo compromisso de começar e terminar (pelo menos a maioria dos jogos que eu tenho, existem jogos mais casuais), o mesmo para começar a ver uma série ou ler um mangá ou livro, resultado: abandonei todas essas atividades. Então eu tive a ideia de fazer um diário, principalmente inspirado pelo Van Gogh porque eu assisti uns filmes sobre o Van Gogh e ele escrevia diários. Além disso, profissionais da área da saúde acreditam que o Van Gogh tinha transtorno bipolar (mesmo diagnóstico que eu) e também psicose. Eu já tentei escrever um diário várias vezes, mas acabava tendo o problema que eu relatei acima com as outras atividades: se torna um compromisso e também às vezes eu não via sentido em escrever em um caderno que ninguém poderia ler além de mim. Daí veio a ideia de criar a página porque no Facebook outras pessoas podem ler os meus textos, não estou escrevendo só para mim e também decidi que a página não seria um compromisso, eu não iria me esforçar para que ela crescesse, eu não iria divulgar muito ela e também não iria me comprometer a publicar nela com a frequência que produtores de conteúdo na internet se comprometem com suas páginas ou canais do YouTube. Eu já promovi algumas publicações minhas da página, mas só quando tinha ofertas no Facebook ou quando tinha algum dinheiro sobrando, fazer a página se tornar um negócio nunca foi meu objetivo, não sei se isso vai mudar no futuro, né?

Mas enfim, o fato de fazer a página crescer não ser um objetivo principal meu não significa que eu não fique contente de ver que mesmo sem publicar conteúdos periodicamente e sem investir muito nela, ela cresceu.

Passei meses sem escrever nenhum texto, só compartilhava esporadicamente imagens ou links, mas hoje estou com vontade de escrever sobre o meu amor e as minhas descobertas sobre Psicologia até o momento.

CAMINHANDO POR OUTRAS ÁREAS ANTES DE DESCOBRIR A PSICOLOGIA
Me descobrindo no mundo da Psicologia (ou das Psicologias)
Símbolo da Psicologia
(Imagem retirada da internet)

Faz pouco tempo, pouco mais de um ano que eu descobri que quero ser psicólogo, por enquanto o meu desejo é ser psicólogo clínico porque percebo que tenho afinidade com essa área, com o ambiente de trabalho e gosto muito de ler e aprender sobre Psicologia. Ler sobre psicologia para mim, principalmente sobre psicoterapia é um entretenimento eu me perco lendo sites e blogs de psicólogos, psicanalistas e psicoterapeutas, em geral, como também tenho lido alguns livros mais introdutórios sobre o assunto.

Antes de descobrir a Psicologia eu peregrinei pelas áreas de design gráfico/comunicação visual, Programação e até Gestão Financeira e Contabilidade (pois, é, áreas totalmente nada a ver umas com as outras). Tudo começou com design gráfico/comunicação visual, eu sempre gostei de desenhar e sempre adorei as aulas de Artes da escola e design gráfico/comunicação visual tem tudo a ver com Artes. Uma amiga minha do ensino médio me disse que iria se inscrever no vestibulinho de um colégio técnico que é bem famoso na Zona Sul de São Paulo, principalmente na região da Capela do Socorro e Santo Amaro chamado Ação Social Nossa Senhora de Fátima. Esse colégio ministra vários cursos técnicos e um curso livre de inglês intensivo, os cursos técnicos são feitos com parceria com o SENAI (faz tempo que eu não acompanho, mas há alguns anos eu descobri que a instituição passou a ter parcerias com o governo também) e então ela me convidou a fazer esse vestibulinho também.

A instituição é ligada a Igreja Católica a paróquia Nossa Senhora de Fátima e foi fundada pelo Frei Xavier, um padre de ordem Franciscana. Para contextualizar: a ordem Franciscana é uma ordem religiosa dentro da Igreja Católica que segue os passos de São Francisco de Assis que foi um frade católico que pregava o desprendimento dos bens materiais, os padres e monges franciscanos possuem a menor quantidade de bens materiais possíveis (exemplo: duas peças de roupa, um par de sapatos apenas, etc), optam por viver na pobreza e se dedicam a obras sociais e filantrópicas, como é o caso deste colégio que ministra cursos gratuitamente para jovens de baixa renda em que eu me enquadro.


Um dos processos para entrar no Frei (como as pessoas chamam o colégio) é assistir uma palestra sobre as regras do colégio em que também é exibido um vídeo sobre os cursos oferecidos pela instituição. Na época que eu estudei lá o colégio era extremamente conservador e tinha muitas regras até absurdas (limite de tamanho de cabelo para os garotos, proibição de meninas se inscreverem nos cursos de mecânica, proibição de brincos, esmaltes chamativos ou maquiagem chamativa, entre muitas outras coisas tensas) e eu tenho um monte de críticas à instituição no geral, porém, sou extremamente grato também e tenho profunda admiração pelo Frei Xavier. Mas enfim, nesta palestra em que exibiram os vídeos sobre os cursos eu fiquei totalmente encantado com o curso de Design Gráfico por envolver desenho e artes gráficas e foi para ele que me inscrevi e passei na prova do Vestibulinho.

Eu amei o curso, com algumas ressalvas, claro, e era um dos melhores alunos, tinha as maiores notas da turma e praticamente idealizei e fiz a maior parte do TCC do meu grupo que era um projeto de identidade visual para uma companhia aérea. Também foi nesse curso que eu tive o primeiro contato com Psicologia, no curso de Design Gráfico, nós tínhamos uma matéria de Psicologia uma vez por semana. Eu sou bastante crítico a alguns métodos que o professor utilizava que eram bem arcaicos e desnecessários (exemplo, pedir para a gente fazer um resumo de um texto gigantesco em uma semana aí ele vistava e dava ponto), aliás, a escola tinha vários métodos de ensino arcaicos, não só nessa aula, mas não vou me estender muito sobre isso porque não é o foco da publicação. Apesar disso eu gostava muito dessa aula, foi o meu primeiro contato com textos de Freud e a aula era voltada para comunicação, então nós tínhamos aulas sobre comunicação corporal, sobre o significado das cores em diferentes culturas (porque isso influencia a elaboração de um trabalho em design que as cores são sempre cuidadosamente selecionadas). Enfim, eu amei a matéria, eu amei o curso de Design, mas tinha um PORÉM: eu não gostava do ambiente de trabalho nem do mercado de trabalho de Design Gráfico no Brasil.

Designers (e profissionais de artes, em geral) são extremamente desvalorizados, principalmente no Brasil, além de que a profissão de designer gráfico não é regulamentada (não sei se hoje é, mas na época que eu fiz o curso não era), ou seja, designers recebem muito mal, são explorados e o ambiente de trabalho é muito desagradável e estressante, mas para ser um bom profissional é preciso investir muito em estudo, os materiais são caros, os softwares idem e sempre é preciso acompanhar revistas da área para se atualizar, adquirir repertório e acompanhar tendências e a assinatura de revistas custa dinheiro. Eu me perguntei: será que é realmente isso que eu quero para mim? Então eu desencantei completamente com a profissão, a parte positiva é que eu parei de romantizar profissões ou o mundo do trabalho porque quando eu entrei no curso era uma romantização absurda: "Ser designer é a melhor coisa do mundo", "Profissionais de design gráfico são descolados e estilosos" entre outras coisas do tipo que me falavam (e ainda existia uma rixa com o curso de informática/TI que tinha lá também). Apesar de ter amado a matéria de Psicologia eu ainda não tinha me descoberto apaixonado por essa área e eu não li mais nada de Psicologia por muitos anos depois desse curso.

Minha desilusão foi tanta que eu parei de achar que era possível achar uma profissão em que a gente se apaixone e que seja prazeroso trabalhar, então eu comecei a fazer cursos para entrar no mercado de trabalho em profissões em que eu não tinha essa expectativa sobre serem prazerosas e escolhia coisas pensando: "Ah, isso vai me dar um emprego" e só, o máximo que eu pensava era em escolher uma profissão que fosse mais "aturável" a longo prazo. Com essa mentalidade eu fiz um curso em programação em Java que foi ministrado também no Frei, mas para ex-alunos que foi um completo desastre. Além de eu achar muito chato o conteúdo eu estava muito despreparado para o curso porque ele era mais voltado para os ex-alunos do curso de Informática/TI que já tinham uma base de lógica de programação e tal. Resultado: sai do curso sem aprender absolutamente nada e odiando programação. No TCC do curso eu fiz apenas a parte gráfica que era o que eu tinha aprendido no curso de Design 🤷

Uma outra aventura que eu tive foi que eu fiz faculdade de Gestão Financeira. Eu ganhei uma bolsa desse curso (não vou explicar como porque senão o texto vai ficar ainda maior e esse nem é o foco da minha publicação), minha experiência com esse curso foi bem melhor! Eu era um dos melhores alunos da turma também, com umas das notas mais altas (exceto no último semestre que eu decaí muito, mas, porque entrei em depressão, mas isso é assunto para outro post). Eu ia muito bem em Matemática Financeira, Estatística, Contabilidade, etc. Eu era um aluno muito dedicado, porém, eu nunca senti prazer nenhum ou vontade de aprender esses temas, do começo ao fim da faculdade eu não peguei um livro sequer para ler além dos obrigatórios, eu só estudava o assunto dentro da sala de aula mesmo e eu tive uma dificuldade enorme para fazer o TCC porque não tinha um pingo de interesse no assunto. Graças a essa faculdade eu consegui um emprego em uma empresa de auditoria multinacional, mas eu não tinha interesse nenhum pela área mesmo e também não gostava muito desse emprego. A empresa era maravilhosa, eles foram super compreensivos comigo quando eu passei a ter crises do meu transtorno, eles também são bastante inclusivos tem programas de feminismo, grupos para funcionários LGBT+. No geral foi uma experiência boa, porém, ainda não sentia ânimo em investir em uma carreira lá porque não me identificava com a área. Todo ano, a empresa fazia a gente estabelecer metas de desenvolvimento como fazer mais cursos na área, especializações ou novas graduações e eu me perguntava: "Eu realmente quero fazer esses cursos?". Óbvio que a resposta era não. Fui demitido dessa empresa tem uns meses e eu até contei como foi em algumas publicações na página, eu acho.


Enfim, mas na faculdade de Gestão Financeira eu tive contato com a Psicologia novamente e como sempre amei. Foi indiretamente, nós não tínhamos uma matéria de Psicologia, como havia no curso técnico de Design Gráfico que eu fiz, nós tivemos duas matérias que tinham algumas coisas de Psicologia: Gestão de Pessoas e Comunicação. A aula de gestão de pessoas tinha algumas coisas relacionadas a Psicologia Organizacional, mas eu achava bem chato, eu definitivamente não gosto do ambiente organizacional e liderança. Já na aula de Comunicação nós tivemos alguma coisa do famoso psicanalista francês Jacques Lacan, eu sei que a obra dele é muito influente no mundo da comunicação e linguagem porque esse era um tema que ele abordava bastante: comunicação e linguagem. Além disso, a aula era focada principalmente em elaboração de redações porque ela tinha como objetivo melhorar a nossa comunicação e escrita/português dentro da norma culta da língua. Eu era um dos pouquíssimos alunos que gostava dessa aula, a maioria detestava e sempre ia mal. Acho que as pessoas que tem mais aptidão para matemática e exatas no geral não se dão muito bem com humanas, né? Apenas eu e mais uns 2 alunos que gostávamos da aula, participávamos e que estávamos sempre entre as melhores redações. A professora era incrível, eu não me lembro muito bem do nome dela, mas ela tinha um super currículo e ela só dava aula em instituições super renomadas tipo Insper e outras, nessa faculdade a maioria dos professores era incríveis. Para quem tiver interesse na área Financeira taí o link da página deles: Saint Paul Escola de Negócios

Então eu tive crises depressivas. Na verdade, eu tive crises depressivas desde a infância e acho até que algumas crises de hipomania também, mas eu não sabia o que era hipomania então nem desconfiava (a maioria das pessoas que sofrem com crises de hipomania não desconfia que é uma patologia), porém, as crises depressivas eu sempre achei que fosse depressão mesmo, mas eu nunca busquei ajuda. Primeiro porque eu era bem desinformado sobre o assunto, segundo porque eu tinha vergonha e eu era muito impotente para tomar iniciativas para cuidar de mim (faz poucos anos que eu passei a ser mais atencioso comigo mesmo). Por causa de uma dessas crises depressivas eu quase abandonei a faculdade de Gestão Financeira, por causa da depressão eu parei de ser um aluno aplicado, eu não me dedicava, minhas notas despencaram. Como eu era bolsista eu não podia reprovar em nenhuma matéria do contrário eu perderia a bolsa e eu não tinha condições de arcar com a mensalidade então se eu reprovasse eu teria que simplesmente abandonar o curso. A última semana de provas estava se aproximando e eu não tinha dominado o conteúdo e não tinha energia nenhuma para estudar. Eu resolvi abandonar a faculdade, então, porque eu já sabia que eu iria fracassar na prova e iria reprovar e perder a bolsa. Parei de frequentar a faculdade, avisei meus colegas e tal. A coordenadora do curso que também era professora (uma professora incrível por sinal), o nome dela é Gisele, ela ficou preocupada comigo porque eu sempre fui um bom aluno, mas meu desempenho caiu do nada e eu parei de ir para as aulas porque já queria desistir do curso e eu era um aluno bolsista de baixa renda e um dos alunos mais jovens da turma, né? A maioria dos alunos tinha mais de 30 anos e já tinham graduação. Ela me ligou e eu expliquei para ela o que estava acontecendo que eu não estava me sentindo bem e que eu não conseguiria fazer as provas, que eu não tinha tempo e nem energia para dominar o conteúdo. Só que eu pensava que aquela semana que eu estava faltando já era a semana de provas, mas, na verdade era na semana seguinte. Então eu resolvi dar uma última chance: iria estudar nós dias que restavam, principalmente no final de semana, pelo menos tentar, e iria fazer as provas, se eu não conseguisse pelo menos tentei, né?

Eu consegui passar na maior parte das provas e nas provas que eu não passei ainda teve a prova de exame que algumas faculdades fazem antes de reprovar um aluno em alguma matéria (eu também tinha me esquecido que existiam as provas de exame quando resolvi desistir da faculdade).

Mesmo assim eu não busquei ajuda profissional, com o passar dos meses e com o fim da faculdade eu melhorei da depressão e passei por alguns bons momentos da minha vida, acho que nesse meio tempo eu tive outra crise de hipomania, eu comecei um outro relacionamento sério (com a pessoa que eu estou até hoje), aí que eu consegui o emprego na empresa de auditoria, eu comecei a fazer um curso de inglês In Company também e depois de mais alguns meses, quase 1 ano eu entrei em depressão novamente só que dessa vez eu busquei um psiquiatra que inicialmente me diagnosticou apenas com depressão, mas passei por outros psiquiatras até ser diagnosticado com bipolaridade não especificada ou mista. Foi um tempão fazendo o tratamento, eu acho que já faz mais de 3 anos. Depois de bastante perseverança eu fui melhorando, tomei vários remédios diferentes, continuava tendo crises periodicamente e tal, mas fui melhorando. Foi durante o tratamento que eu descobri o meu amor pela Psicologia e eu descobri que eu quero ser psicólogo porque além do tratamento medicamentoso com psiquiatra eu passei a fazer psicoterapia que o primeiro psiquiatra com quem eu passei me encaminhou, até hoje passo com a mesma psicoterapeuta que é uma pessoa muito profissional e dedicada e possuímos um vínculo muito saudável (é cientificamente comprovado que um vínculo de confiança com o psicoterapeuta é mais importante que a abordagem utilizada por ele no tratamento). Eu já contei essas histórias de como fui diagnosticado várias vezes em outras publicações, mas nunca com esses detalhes todos. Acho que essa deve ser a publicação mais detalhada e completa sobre os meus últimos anos até agora na página.

AS PSICOLOGIAS - PSICANÁLISE NÃO É CIÊNCIA?
Me descobrindo no mundo da Psicologia (ou das Psicologias)
Sigmund Freud - Pai da Psicanálise

Nossa, isso para mim, foi uma super descoberta! A maioria das coisas que eu sabia sobre Psicologia até então que eu tinha aprendido até agora era Psicanálise que é apenas uma das várias escolas de pensamento da Psicologia, no curso de Design Gráfico aprendi algumas coisas sobre Freud e na faculdade aprendi algumas coisas sobre Lacan, os dois são psicanalistas famosíssimos. Então eu passei a me interessar bastante pela Psicanálise mesmo, lendo coisas a respeito, vendo vídeos a respeito e também passei a me interessar por outras abordagens psicodinâmicas (mais para baixo no texto eu explico o que é isso) como a Psicologia Analitica/Complexa de Carl Gustav Jung ou a Psicologia Individual do Alfred Adler (dois pupilos do Freud que posteriormente romperam com ele e fundaram as suas próprias abordagens).

Até que eu me deparei com uma outra descoberta que abalou novamente as minhas estruturas como iniciante no mundo da Psicologia: existem críticas quanto a cientificidade das abordagens psicodinâmicas da Psicologia e algumas pessoas acreditam que essas abordagens são pseudociências.

Foi um choque absurdo para mim isso porque eu sou uma pessoa naturalmente cética e eu sou contra pseudociências como a Astrologia ou outras pseudociências baseadas em superstição e coisas do tipo e descobrir que todas essas coisas legais que eu estava lendo e aprendendo, na verdade, não tinham validade? Eram tudo delírios supersticiosos como é a Astrologia? Simplesmente entrei em choque, mas ironicamente o meu ceticismo não deixou eu encarar tais alegações como verdadeiras sem antes pesquisar a respeito, ver a opinião de quem era contrário a essas alegações também. Até porque muitas das coisas que eu estudei em Psicanálise faziam muito sentido para mim.

Alguns dos textos que eu vi criticando a Psicanálise foram publicados no blog da Sociedade Racionalista que é um site e página no Facebook voltado para combater as chamadas pseudociências, porém, eu reparei algumas inconsistências em alguns dos textos, algumas afirmações equivocadas sobre as teorias psicanalíticas principalmente, deixando bem evidente que a pessoa que escreveu o texto não tinha um conhecimento muito profundo a respeito da teoria. Outro ponto que me chamou atenção é a maioria das pessoas que escreveram esses textos não eram psicólogos, tinham físicos e até astrobiólogos entre os autores, então será que essas pessoas eram realmente qualificadas sobre o assunto? Os textos em questão criticavam a Psicanálise principalmente (acho que eles nem conhecem as outras abordagens que também seguem uma linha parecida com a Psicanálise) e também criticavam a eficácia do tratamento psicanalítico concluindo que as pesquisas científicas sobre o tema conclui que a Psicanálise como tratamento não produz resultados, apenas efeito placebo.

Acontece que eu resolvi pesquisar se isso era mesmo verdade que o tratamento psicanalítico era ineficaz, porém, eu encontrei INÚMERAS evidências que provam, na verdade, o contrário: as psicoterapias de orientação psicanalítica e outras psicoterapias psicodinâmicas são eficazes sim, muito eficazes no tratamento de diversos tipos de transtornos. E não foram pesquisas isoladas não, foram meta-análises que são o que há de mais confiável no que diz respeito a pesquisas científicas e algumas meta-análises foram publicadas no site da APA (American Psychological Association) que é uma das principais instituições científicas de Psicologia do mundo. O estudo que eu vi no site da APA, inclusive, não é apenas UMA meta-análise isolada, mas sim varias Meta-análises juntas.
"'O público americano foi informado de que apenas tratamentos mais recentes, como a terapia cognitiva-comportamental ou medicação, têm apoio científico', disse o autor do estudo, Jonathan Shedler, PhD, da Escola de Medicina da Universidade do Colorado em Denver. 'As evidências científicas atuais mostram que a terapia psicodinâmica é altamente eficaz. Os benefícios são pelo menos tão grandes quanto os de outras psicoterapias e duram.'" 
Para chegar a essas conclusões, Shedler revisou oito meta-análises que incluem 160 estudos de terapia psicodinâmica, além de nove meta-análises de outras formas de psicoterapia e medicamentos antidepressivos. Shedler se concentrou na taxa de eficácia, que mede a quantidade de mudança produzida por cada tratamento. Uma taxa de eficácia de 0,80 é considerado um grande efeito na pesquisa psicológica e médica. Uma meta-análise principal da terapia psicodinâmica incluiu 1.431 pacientes com uma série de problemas de saúde mental e encontrou uma eficácia de 0,97 para a melhora geral dos sintomas (a terapia era realizada geralmente com uma sessão por semana e durava menos de um ano). O tamanho do efeito aumentou em 50%, para 1,51, quando os pacientes foram reavaliados nove meses ou mais após o término da terapia. O tamanho do efeito para os medicamentos antidepressivos mais utilizados é um modesto 0,31. As descobertas foram publicadas na edição de fevereiro da American Psychologist, a principal revista da American Psychological Association. 
As oito meta-análises, representando a melhor evidência científica disponível sobre terapia psicodinâmica, mostraram benefícios substanciais de tratamento, de acordo com Shedler. Os tamanhos dos efeitos foram impressionantes mesmo para os transtornos de personalidade - traços mal-adaptativos profundamente arraigados que são notoriamente difíceis de tratar, disse ele. "A tendência consistente em direção a maiores tamanhos de efeito no acompanhamento sugere que a psicoterapia psicodinâmica põe em movimento processos psicológicos que levam a uma mudança contínua, mesmo após o término da terapia", disse Shedler. "Em contraste, os benefícios de outras terapias chamadas 'baseadas em evidências' tendem a diminuir ao longo do tempo para as condições mais comuns, como depressão e ansiedade generalizada". 
Tradução livre feita por mim de alguns trechos do resumo do estudo no site da APA.
Link de uma outra Meta-análise sobre o assunto: The effectiveness of psychodynamic psychotherapies: An update

As pesquisas que o texto da Sociedade Racionalista trouxe sobre a eficácia da psicoterapia psicanalítica eram estudos antigos, um deles da década de 1980, enquanto nesses estudos que eu trouxe são muito mais recentes, são a maioria desta década. Por que o autor do texto da Sociedade Racionalista ignorou todas essas pesquisas recentes? Para quem quiser ler o texto da Sociedade Racionalista que eu estou me referindo clique aqui. Este texto em específico foi escrito por um aluno de Psicologia, porém, os outros textos que eu vi sobre Psicanálise nesse site foram escritos por pessoas que não são da área de físicos a atro-biólogos. Não que isso signifique que os argumentos deles são equivocados, porém, isso explica porque alguns, desses textos possuem algumas afirmações erradas sobre a teoria freudiana e, porque eles têm uma visão de ciência que é bem diferente da Psicologia, mas vou discorrer sobre isso mais embaixo.

Me descobrindo no mundo da Psicologia (ou das Psicologias)
(Imagem retirada da internet)
É verdade que por muitos anos a Psicanálise não tinha comprovações da eficácia da psicoterapia e a comunidade psicanalítica era resistente a experimentação, mas eles têm bons argumentos para isso (que vou explorar mais embaixo), porém, recentemente devido à necessidade dos tratamentos da área da saúde necessitarem de ter evidências dos seus resultados foram feitas inúmeras pesquisas e foi constatado que o tratamento é eficaz sim! Já postei as fontes logo acima e são de fontes extremamente confiáveis como a APA.

Outra referência bibliográfica interessante sobre o assunto é o livro Psicanálise e Ciência: um debate necessário do autor Paulo Beer, eu pretendo fazer uma publicação só sobre esse livro futuramente 😊.



O QUE SÃO TEORIAS/TERAPIAS PSICODINÂMICAS

Me descobrindo no mundo da Psicologia (ou das Psicologias)
Psicologia do insconsciente - C.G. Jung.
(Imagem retirada da internet)

"Você ainda não explicou o que são abordagens psicodinâmicas "
Agora vou explicar, obrigado por ter tido a paciência de ler até aqui kkk. Vamos lá: esse também é assunto que eu precisei me debruçar para entender também porque algumas pessoas usam os termos "psicanalítica" e "psicodinâmica" como sinônimos, porém, algumas pessoas dizem que são coisas diferentes, uns dizem que o Freud é o pai da terapia psicodinâmica e isso só deixa as coisas ainda mais confusas. Lendo sobre isso eu descobri que não existe consenso sobre isso, até mesmo alguns livros e profissionais que trabalham com essas abordagens se contradizem. Então depois de ler vários textos eu cheguei a uma conclusão que para mim, faz todo o sentido, portanto vou compartilhar com vocês.

As abordagens psicodinâmicas são todas as abordagens que trabalham com os dinamismos do aparelho psíquico e acreditam no Inconsciente como instância psíquica responsável por guiar boa parte dos nossos comportamentos. Psicoterapias Psicodinâmicas também podem ser chamadas de Psicoterapias de Orientação Analítica.

Dessa forma a Psicanálise seria uma abordagem psicodinâmica e a pioneira, por isso que dizem que o Freud é o pai da terapia psicodinâmica. Porém, existem abordagens psicodinâmicas que não são psicanalíticas, entre essas abordagens, podemos mencionar a Psicologia Análitica/Complexa de Carl Gustav Jung e a Psicologia Indivual de Alfred Adler. Sim, a Psicologia Junguiada e a Psicologia do Adler não são consideradas psicanalíticas apesar de muitas pessoas falarem que Jung e Adler são Psicanálise e até mesmo alguns críticos a Psicanálise como Karl Popper tenham tratado dessa forma, demonstrando que apesar de Karl Popper ser um filósofo importantíssimo ele não entendia muito de Psicanálise mesmo assim a criticou e a rotulou como pseudociência. As teorias desses dois grandes psicólogos não se enquadram como Psicanálise porque Freud definiu alguns critérios para que uma abordagem possa ser considerada psicanalítica ou não e tanto Jung quando Adler divergem em tais critérios e isso não signica que as teorias. Outros teóricos como Jacques Lacan, Melanie Klein ou Winnicot, por outro lado são considerados teóricos psicanalíticos. Muito dessa confusão acontece porque tanto Jung quanto Adler já foram psicanalistas, porém, criaram abordagens diferentes da Psicanálise que junto com ela estão dentro do que se entende por Abordagens Psicodinâmicas.

Alguns textos que eu li criticando Freud e as abordagens psicodinâmicas como um todo dizem que hoje se sabe que a depressão e alguns outros transtornos mentais possuem, na verdade origem bioquímica e isso é uma meia-verdade. Tanto a depressão como vários transtornos mentais podem ter origem bioquímica, mas também podem ter causas externas ou psicológicas. A depressão causada por fatores hereditários e bioquímicos é a depressão endógena e a depressão causada principalmente por fatores ambientais ou psicológicos é a depressão exógena ou reativa. 

Link interessante sobre depressão: Google Saúde

E não tem como ter certeza se uma pessoa tem a depressão endógena ou exógena/reativa e em boa parte dos casos a depressão é multifatorial, ou seja, ela possui tanto causas bioquímicas ou genéticas/hereditárias quanto causas ambientais ou psicológicas e essa é a conclusão para a maior parte dos transtornos mentais.

Alguns artigos científicos ou outros textos sobre a depressão e outros transtornos mentais terem causas multifatoriais muito mais complexas e como o determinismo genético e bioquímico não possui tanto embasamento empírico quanto alguns críticos à Psicanálise a às abordagens psicodinâmicas dizem ter: 


Também sabemos hoje em dia que o tratamento mais adequado para a maioria dos transtornos mentais é uma combinação de psicoterapia e medicamentos, como podem ver no link abaixo: 


Então agora que nós sabemos o que é Psicanálise e o que são Abordagens Psicodinâmicas e sabemos que as psicoterapias de orientação analítica ou psicodinâmicas como a Psicanálise possuem sim comprovações da sua eficácia no tratamentos de transtornos mentais e não são poucas as comprovações e também sabemos que as causas dos transtornos mentais são multifatoriais e que a psicoterapia é muito importante para o tratamento dessas desordens vem outra questão: afinal a Psicanálise e as outras abordagens psicodinâmicas são ciência ou não são?


PSICOLOGIA NÃO É CIÉNCIA? 

Primeiro eu quero mencionar o site Sociedade Racionalista novamente, tem alguns vídeos no canal do YouTube deles de congressos e palestras em que eles classificam a Psicologia em si (não só a Psicanálise) como uma pseudociência, não vou citar aqui um vídeo em específico porque eles falam disso em vários vídeos, mas se vocês estiverem curiosos para ver tais vídeos, é só ir ao canal da Sociedade Racionalista no YouTube e procurar por vídeos de congressos e palestras sobre pseudociências. Pois, é, eles acreditam que a Psicologia é tanto uma ciência quanto uma pseudociência. Eles argumentam que a Psicologia é uma ciência no que diz respeito a Psicologia Experimental, a Psicologia Cognitiva e a à Psicologia Comportamental (ou Behaviorista) e a Psicologia que seria pseudociência seria a Psicanálise e as abordagens psicodinâmicas, as abordagens humanistas e os testes de avaliação psicológica.

Não preciso nem dizer o quanto isso é totalmente radical e extremista, não é? Mas vamos discorrer sobre isso. A Psicologia é uma ciência diferente das ciências da natureza como a biologia e a física, então querer que a Psicologia se enquadre dentro dos critérios dessas ciências é bastante precipitado. Se formos tratar a Psicologia como pseudociência porque ela não utiliza o chamado método científico clássico em todos os seus estudos e teses então estamos tratando inúmeras outras ciências como a Sociologia ou as ciências humanas e ciências sociais, ciência da religião, antropologia, etc, como pseudociências, não? Tratar apenas o conhecimento que pode ser obtido por meio do método científico como válido é um problema. Em alguns estudos a Psicologia não utiliza o método científico porque trabalha com a subjetividade do ser humano e a subjetividade humana não pode ser mensurada por meio desse método.

E aí vou explicar aquilo que eu falei que iria explicar mais para a frente no texto que é porque a comunidade psicanalítica sempre foi bastante relutante à experimentação. Os psicanalistas eram resistentes à experimentação porque eles acreditavam (e acreditam até hoje) que muitos dos componentes da psicoterapia psicanalítica não podem ser mensurados, por exemplo: todos os benefícios do autoconhecimento e autonomia obtidos com a psicoterapia, alguns podem ser subjetivos. Além disso, havia discussões sobre os experimentos da eficácia do tratamento psicanalítico romperem barreiras éticas ou até mesmo sobre os experimentos prejudicarem a qualidade do tratamento dos pacientes analisados.

Aqui tem um artigo científico muito interessante sobre o problema histórico da Psicanálise da Experimentação: Pesquisa em psicanálise: algumas reflexões.

Como demonstrei lá em cima, hoje em dia existem inúmeras pesquisas e meta-análises que comprovam que as psicoterapias psicanalíticas e psicodinâmicas são eficazes, porém, tais pesquisas só avaliam a eficácia dessas psicoterapias na melhora de sintomas de transtornos mentais e transtornos de personalidade, tais pesquisas não conseguem mensurar todos os benefícios possíveis deste tipo de tratamento e benefícios defendidos pelos psicanalistas e psicoterapeutas psicodinâmicos, em geral porque tais benefícios são subjetivos. E isso também ocorre nas psicoterapias humanistas.

Existem vários textos interessantes sobre esse assunto, vou linkar alguns:


Bem, não tem como chegar a um consenso sobre essa questão mesmo, então eu vou dar a minha opinião: eu acho que Psicologia ou algumas Psicologias podem não ser consideradas ciências do ponto de vista do método científico clássico, mas eu prefiro chamá-las de ciências não positivistas ou simplesmente ciências diferentes das ciências da natureza ou do que algumas pessoas chamam de "hard science". Acontece que mesmo que algumas Psicologias não possam ser enquadradas como esse tipo de ciência não significa que elas sejam menos relevantes ou inválidas ou sequer menos importantes que as ciências positivistas. Positivismo é uma corrente filosófica que prega que o único conhecimento verdadeiro é o conhecimento científico obtido por meio do método científico. Os críticos ao positivismo dizem que método científico é muito importante e foi crucial para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no nosso mundo, porém, algumas ciências demandam métodos diferentes porque o método científico não é adequado em algumas situações e eu acho que eu concordo com isso.

Eu acho que mesmo se a gente for partir do viés de que essas Psicologias não são ciências isso não significa necessariamente que elas são PSEUDOciências. Na minha opinião, pseudociências são áreas que não possuem nenhuma seriedade acadêmica, que são dogmáticas, baseadas em superstições e que não possuem um método de fato ou muitas vezes já foi comprovado que elas não funcionam. Um exemplo de pseudociência extremamente popular é a Astrologia, a Astrologia é construída em cima de superstições, no sentido de que características da personalidade das pessoas estariam ligadas a posição dos astros no momento do nascimento desta pessoa e que a vida das pessoas pode ser influenciada pela posição dos astros. Eu digo que isso é uma forma de superstição porque isso é como acreditar que sempre que uma pessoa cruza com um gato preto alguma coisa de ruim pode acontecer, na Astrologia, o sol estar em tal signo pode favorecer ou não determinados acontecimentos. Os métodos da Astrologia são apenas como calcular um mapa astral, ou seja, a Astrologia não é um campo investigativo como a Psicologia é, mesmo as Psicologias que não utilizam o método científico clássico.

Agora vamos comparar a Astrologia com a Psicanálise, por exemplo, diferentemente da Astrologia, a escola de pensamento fundada por Freud possui métodos de investigação do inconsciente, o mais famoso é o método da associação livre, temos também os atos falhos ou lapsos freudianos como formas de acessar conteúdos inconscientes e a análise dos sonhos, enquanto os métodos da Astrologia não são métodos investigativos, apenas métodos de como se calcular os mapas astrais. Apesar de algumas teorias freudianas não serem comprováveis, muitas são e foram comprovadas. Antes de Freud a ciência achava que os sonhos não tinham nenhum significado, Freud foi o primeiro teórico a tratar os sonhos como algo relevante a ser estudado. Hoje a ciência sabe que os sonhos estão ligados a sentimentos das pessoas, ansiedades, medos e desejos. A ciência por meio do método científico também comprovou que desejos reprimidos ou conteúdos psicológicos reprimidos tem maior probabilidade de aparecer nos sonhos. A ciência também comprovou que a importância do vínculo entre o paciente e o psicoterapeuta é extremamente importante para o sucesso da psicoterapia, ideia que foi Freud quem trouxe inicialmente. A transferência e a contratransferência são teorias que são utilizadas em quase todas as formas de psicoterapia psicanalíticas ou não. A cura pela fala, base de praticamente todas as formas de psicoterapia de da definição do que é psicoterapia também.

Para as afirmações que eu falei não ficarem sem fontes segue um link sobre a ciência ter comprovado a afirmação do Freud que conteúdos reprimidos aparecem nos sonhos, curiosamente essa pesquisa também foi publicada no site da American Psychological Association, link da notícia: Ciência mostra: desejos reprimidos aparecem nos seus sonhos, e ignorá-los pode fazer mal.

Foi provado que a Astrologia não funciona, que, na verdade as características dos signos são muito vagas e genéricas e podem ser aplicadas a praticamente qualquer pessoa, também foi comprovado que as pessoas tendem a enxergar definições genéricas de personalidade como se fossem definições feitas sobre a personalidade delas, exclusivamente e esse fenômeno foi denominado Efeito Forer. Também foi comprovado que pessoas que gostam muito de Astrologia e acompanham os perfis dos signos ou horóscopo tendem a acreditar que realmente possuem as características atribuídas aos seus signos e chegam até mesmo a procurar adotar as características destes signos inconscientemente. Também foi comprovado que a personalidade das pessoas e formada por questões genéticas/hereditárias e ambientais e não pela posição dos astros.

Enquanto isso a ciência por meio do método científico clássico comprovou que a investigação psicanalítica ou psicodinâmica do Inconsciente produz resultados acima do efeito placebo no tratamento de transtornos mentais e transtornos de personalidade (Como já linkei lá em cima). A Psicanálise as abordagens psicodinâmicas também possuem uma seriedade acadêmica, enquanto a Astrologia e demais pseudociências não possuem.

Portanto, eu rejeito completamente a classificação da Psicanálise, Psicologia Análitica/Complexa, Psicologia Individual e outras abordagens psicodinâmicas como pseudociências bem como rejeito que as outras abordagens psicológicas que não são psicodinâmicas, mas que também trabalham com a subjetividade humana como as terapias humanistas sejam classificadas como pseudociências. No máximo elas não podem ser classificadas como ciência do ponto de vista positivista ou popperiano, porém, eu defendo que sejam classificadas como ciências não positivistas ou áreas do conhecimento não positivistas que são tão importantes e relevantes quanto as ciências da natureza, física, biologia ou química.

Além disso, a Psicanálise e essas outras abordagens são obrigatórias na grade curricular nos cursos de graduação em Psicologia e até Psiquiatria no mundo todo, bem como são sempre solicitadas em concursos públicos aqui no Brasil. Também, inúmeros testes de avaliação psicológica que trabalham com a subjetividade da pessoa analisada são largamente utilizados no mundo inteiro como os testes projetivos (exemplo: teste das manchas de Rorschach, teste HTP ou o teste palográfico). Então é inquestionável a relevância desses estudos, não é mesmo?

UFA… esse deve ser o maior textão que eu já escrevi na minha vida, nem sei se alguém vai querer ler, mas eu estou quase acabando.

Enfim, toda essa minha investigação começou porque eu gosto das teorias do Freud, Jung e outros teóricos que foram taxados de pseudocientistas pelos textos da Sociedade Racionalista e outros textos que eu li criticando a Psicanálise. E também porque eu gosto da psicoterapia de orientação psicanalítica que é a que eu faço e eu senti muito progresso no meu tratamento nesses 3 anos, houve um considerável fortalecimento do meu ego e autoestima bem como melhora dos sintomas dos transtornos mentais que eu possuo (principalmente transtorno bipolar, mas eu também tenho sintomas de ansiedade e sintomas fóbicos), tudo isso em um pequeno espaço de tempo (3 anos). Então quando eu li nesses sites que a psicoterapia psicodinâmica ou psicanalítica é ineficaz e não produz resultados além do efeito placebo eu fiquei bastante cético e resolvi investigar para ver se isso era verdade mesmo, resultado: era mentira. E foram essas teorias e essa forma de psicoterapia que me fez começar a gostar tanto de Psicologia, né? Tem um jogo que eu gosto também que se chama Persona 5 que é um jogo de RPG japonês com elementos de simulador de relacionamentos e ele é todo baseado nas teorias do Jung desde a sombra, ao tarot, Inconsciente Coletivo e até algumas coisas sobre gnosticismo que o Jung também estudou.


TERAPIAS COGNITIVAS OU COMPORTAMENTAIS 

Esses textos também geralmente tratam as abordagens Cognitiva e Comportamental como superiores às abordagens psicodinâmicas e muitos profissionais propagam isso. Eu passei a me interessar pela Terapia Cognitiva e Comportamental por causa dessas afirmações sobre a eficácia e eu até gostei que eu li sobre. Existe a Eurekka que é uma iniciativa de cientistas psicólogos cognitivos e comportamentais muito legal em que eles aplicam testes psicológicos por meio de um robozinho do Facebook Messenger além de sempre compartilhar coisas interessantes na página no Instagram da Eurekka, porém, eu não deixei de ficar incomodado com essas afirmações de que a TCC é superior a psicoterpia psicodinâmica e quis saber se isso é realmente verdade. O estopim foi porque o meu psiquiatra me disse que eu deveria mudar a minha psicoterapia que é psicodinâmica para uma psicoterapia Cognitiva ou Comportamental e eu considerei a opinião dele porque ele é o meu psiquiatra e ele é muito qualificado, porém, eu também confio na minha psicoterapeuta e eu tenho sentido que o meu tratamento tem funcionado muito bem até agora, então porque eu deveria mudar para Cognitiva ou Comportamental?

Você deve ter reparado que eu me refiro a Terapia Cognitiva e Comportamental como duas coisas diferentes, né? E você deve estar confuso se perguntando o porquê se geralmente se utiliza o termo TCC (Terapia Cognitiva-Comportamental) e isso se dá porque além de investigar as psicoterapias psicodinâmicas eu também me debrucei para investigar e estudar a Terapia Cognitiva ou Comportamental e eu descobri muitas coisas interessantes sobre elas. Eu me debrucei para pesquisar sobre a chamada TCC principalmente por causa da recomendação do meu psiquiatra, então eu queria saber se realmente eu teria mais a ganhar fazendo esse tipo de psicoterapia que a psicoterapia que eu já faço atualmente, por que eu tive sucesso no meu tratamento, mas será que o meu médico tem razão? Será que talvez a Terapia Cognitiva ou Comportamental seria melhor pra mim e eu teria resultados ainda melhores?

A primeira coisa que eu descobri nessa jornada de pesquisas é que não é verdade que a Terapia Cognitiva ou Comportamental é realmente superior às psicodinâmicas, isso se dá porque as pesquisas científicas que procuraram comparar a eficácia da Terapia Cognitiva ou Comportamental com outras formas de psicoterapia como as psicodinâmicas ou humanistas são inconclusivas, ou seja, essa afirmação de que a suposta TCC é mais eficaz é falaciosa. No máximo a chamada TCC se mostrou mais efetiva no tratamento de algumas questões específicas como fobias, é comprovado que a técnica da exposição gradual é muito eficaz no tratamento de fobias, porém, também foi constatado que a chamada TCC não é tão eficaz quanto as terapias psicodinâmicas e humanistas no tratamento de transtornos de personalidade com Borderline ou Narcisista severo e os críticos a TCC dizem que algumas questões internas profundas do paciente, crises existenciais e outras questões não são resolvidas em um tratamento breve como o Cognitivo ou Comportamental. Isso porque enquanto as outras formas de psicoterapia produzem maiores resultados a longo prazo a TCC é uma forma de psicoterapia mais breve.

Então eu acredito que a TCC é sim uma boa abordagem, porém, ela não é de fato superior às outras abordagens como muitos adeptos dela insistem e eu acredito que a abordagem de psicoterapia mais adequada para cada paciente depende muito do quadro do paciente, depende muito da personalidade desse paciente, entre outras questões. Um paciente pode se dar melhor com a TCC, outro paciente pode se dar melhor com a Psicanálise ou com a Gestalt-terapia, assim por diante. Eu acredito que pacientes que não estejam dispostos a encarar questões inconscientes (que são difíceis de encarar) ou não estejam dispostos a fazer uma análise mais profunda da sua psique, só querem resolver os sintomas logo, podem se dar melhor com psicoterapias mais breves como a TCC, mas outros tipos de paciente podem lidar melhor com as Psicodinâmicas, por exemplo. Vale lembrar que qualquer que seja a forma de psicoterapia que a pessoa esteja fazendo o processo terapêutico nem sempre é confortável, nem mesmo na TCC. Além disso, existem formas de psicoterapia psicodinâmicas breves também indicadas para tratamentos mais emergenciais.

Agora eu vou explicar porque eu prefiro tratar a TCC como duas psicoterapias diferentes, a Cognitiva e a Comportamental, porque eu descobri que a TCC, na verdade é a junção dessas duas teorias que, na verdade são opostas. Para ser mais claro: a Terapia Cognitiva foi criada pelo Aeron Beck, um cientista que já foi psicanalista, porém, se incomodava com a resistência da comunidade psicanalítica à experimentação científica e à falta de evidências do resultado da psicoterapia de orientação psicanalítica que havia na época, então ele decidiu inaugurar uma nova forma de psicoterapia cognitiva, diferentemente da Psicanálise a Terapia Cognitiva é totalmente baseada em evidências e no método científico. Além disso, a Terapia Cognitiva procura dialogar com os aspectos conscientes do paciente e não inconscientes, como as psicoterapias psicodinâmicas fazem. A terapia criada por Aeron Beck parte do pressuposto de que a cognição é a principal responsável pelos nossos comportamentos.

Já a Terapia Comportamental é baseada no Behaviorismo Radical de B.F. Skinner. A teoria behaviorista defende que não vale a pena se ater a questões introspectivas das pessoas como a mente ou o inconsciente que não são mensuráveis ou testáveis, eles acreditavam que o foco da Psicologia deveria ser o comportamento observável. A teoria comportamental então parte do pressuposto que o comportamento é induzido por estímulos ambientais e ela também é totalmente baseada em evidências e no método científico as terapias comportamentais partem desse pressuposto.

Por que eu digo que a Terapia Cognitiva e a Terapia Comportamental são opostas? Por que enquanto uma diz que a cognição é a principal responsável pelo comportamento a outra diz que é são os estímulos ambientais e isso gera um problema conceitual na chamada Terapia Cognitiva-Comportamental porque é problemático trabalhar com pressupostos opostos, não? O resultado disso é que, na verdade o termo "TCC" acabou virando um termo guarda-chuva para psicoterapias diferentes, a cognitiva, a comportamental e mais recentemente surgiram outras formas de psicoterapia diferentes que também se consideram "TCC", então existem profssionais que se consideram "TCC", mas, na verdade praticam a psicoterapia Cognitiva, existem profissionais "TCC" que, na verdade praticam a psicoterapia Comportamental e existem profissionais que praticam as outras formas de psicoterapia que também são chamadas de TCC, mas são psicoterapias diferentes. Confuso, né? Pois, eu também fiquei.

Tem um texto muito interessante sobre o assunto escrito por um psicólogo Junguiano chamado Pablo de Assis: Problemas Conceituais da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Conclusão que eu cheguei sobre a TCC: bem, eu li muitas coisas sobre a Terapia Cognitiva e sobre o Behaviorismo e eu gostei bastante de ambas as teorias, mas realmente tenho que concordar com os críticos à TCC que não vejo muito sentido em trabalhar com às duas teorias juntas sendo que elas são praticamente opostas, então concluí que a TCC não é uma abordagem perfeita como muitos psicólogos defensores dessa abordagem e os críticos das abordagens psicodinâmicas afirmam, da mesma forma que eu também acredito que nenhuma abordagem psicológica até o momento é perfeita nem as psicodinâmicas, né? Também concluí que não é verdade que a TCC é mais eficaz que as outras formas de psicoterapia, seja as psicodinâmicas ou humanistas porque como falei lá em cima as pesquisas científicas que comparam a eficácia dela com as outras formas de psicoterapia são inconclusivos. Por fim concluí que não existem motivos para eu trocar a minha forma de psicoterapia atual pela TCC, mesmo com a recomendação do meu médico porque não existem comprovações de que essa forma de psicoterapia realmente seria melhor para mim. Pode ser que seja? Talvez, porém, se a minha forma de psicoterapia atual tem funcionado muito bem e também possui comprovações da eficácia no tratamento de transtornos mentais e o meu psiquiatra recomendou que eu trocasse pela TCC justamente para tratar melhor tais transtornos eu sinceramente não vejo motivos para trocar de psicoterapia.

Primeiro porque é comprovado cientificamente que o vínculo entre o psicoterapeuta e o paciente é mais importante que a abordagem e as técnicas que o psicoterapeuta utiliza. Segundo porque eu tenho um vínculo bom e saudável com a minha psicoterapeuta, que é o mais importante, então será que faz sentido eu abrir mão disso para experimentar outro tipo de psicoterapia que eu nem sei se vou ter um bom vínculo com o outro profissional? Eu confesso que eu tenho muito medo de trocar de psicólogo porque eu participo de vários grupos de Psicologia no Facebook e eu percebo que tem uma quantidade absurda de profissionais ruins no mercado, profissionais que colocam o achismo pessoal deles acima do que a Psicologia diz e até umas coisas antiéticas e tudo mais, então eu acho que seu encontrei uma boa psicóloga e o tratamento está funcionando eu tenho muito mais a perder do que ganhar trocando de psicólogo, não?

Talvez se algum dia eu tiver vontade e curiosidade de experimentar uma abordagem diferente eu faça isso, mas fazer porque alguém me falou que seria melhor para mim não faz muito sentido.

Eu percebo também que o meu psiquiatra é muito competente na área de domínio dele: medicina e psiquiatria e também neurologia, pelo que eu sei ele não faz psicoterapia como alguns psiquiatras fazem. Então eu devo considerar a opinião dele, mas eu também devo considerar a opinião da minha psicóloga que tem uma visão diferente da dele sobre o meu caso e também está junto comigo, há mais tempo. Quando eu comecei a passar com o meu atual psiquiatra eu já estava bem melhor! Já estava estabilizado, então meu tratamento com ele tem sido mais um tratamento de manutenção do que um tratamento para me tirar de crises, então acredito que por causa disso ele não tenha visto o quanto a minha psicoterapia influenciou na minha melhor, não é?

Eu também percebi que ele provavelmente falou que eu deveria fazer a TCC porque eu deveria ter um enfoque maior no comportamental porque eu fiz um exame de tomografia e ele percebeu pela anatomia do meu cérebro que eu tenho uma concentração de sucos na região do córtex pré-frontal do cérebro o que pode estar relacionado com a minha bipolaridade. Acontece que a forma de psicoterapia que eu faço atualmente também trabalha o comportamental a diferença é que a terapia psicodinâmica parte do pressuposto que o nosso comportamento é guiado majoritariamente pelo inconsciente e pelo dinamismo do aparelho psíquico, enquanto as terapias Cognitiva e Comportamental procuram explicações diferentes para o comportamento, mas as 3 trabalham o comportamento.

Não encarei o aconselhamento dele como uma coisa negativa, eu levei muito a opinião dele em consideração, mas eu também considerei meu histórico com a atual psicoterapia, então eu resolvi investigar mais a fundo esse assunto. Além disso, eu estou desempregado e eu não tenho condições de pagar um profissional diferente. A minha psicóloga me cobra um valor muito abaixo do mercado e do valor que ela cobra dos outros pacientes, eu considero um valor simbólico porque eu acredito que o trabalho dela vale muito mais do que eu pago, mas infelizmente eu não tenho condições de pagar mais que isso. Se eu tivesse com certeza eu iria pagar bem mais! Eu cheguei a procurar clínicas com profissionais de TCC acessíveis e eu achei uma clínica muito boa, pelo menos segundo as avaliações dela, e que cobrava um preço bem barato pelas consultas. No caso o valor era mensal e era algo em torno de 400 reais, mas mesmo esse valor é alto para eu pagar agora mesmo sendo um valor bem barato (e eu fui muito bem atendido por telefone por eles também), eu só não posto o link da página deles porque eu não lembro o nome kkk.

Enfim, essas foram as minhas descobertas no mundo da Psicologia. Depois de ter feito cursos em outras áreas finalmente eu achei uma área em que eu tenho prazer em ler, eu tenho prazer em ver vídeos, em conversar sobre (infelizmente eu conheço muito poucas pessoas para conversar sobre isso comigo). Mesmo na época do curso de Desgin Gráfico em que eu adorava o curso, adorava desenhar e adoro artes, eu não sentia a mesma empolgação que eu sinto hoje lendo sobre Psicologia.

E eu não sei se isso vai mudar nos próximos anos conforme eu for estudando mais, mas por enquanto eu tenho mais interesse nas abordagens psicodinâmicas e mentalistas mesmo. Eu achei incrível tudo que eu li sobre a terapia Cognitiva, eu achei incrível tudo que eu li sobre a terapia Comportamental, mas eu acho que a terapia psicodinâmica tem mais a ver com a minha visão de mundo e com a minha personalidade. Eu também gosto do ambiente de trabalho do psicólogo clínico, a clínica que a minha psicóloga trabalha é muito legal, me traz uma tranquilidade bem maior do que o ambiente organizacional, eu não gosto das formalidades do ambiente corporativo ter que usar roupa social e praticamente tudo, por mais que eu tenha consciência que a empresa que eu trabalhei recentemente é uma empresa muito boa.

[Obs: esse texto é mais um relato das minhas experiências e descobrimentos a respeito da Psicologia e como eu decidi que essa vai ser a profissão que eu quero seguir. Também conto mais detalhes da descoberta do meu diagnóstico e do meu tratamento, mas esse não é um artigo científico, então eu não me preocupei em organizar as referências no final do texto como geralmente se faz nesse tipo de texto. Eu coloquei alguns links de fontes de algumas coisas que eu falei nesse texto no próprio texto e também alguns links úteis.]





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