Bruxo ou cientista? Carl Gustav Jung [Especial teóricos - Parte 1]

Bruxo ou cientista?

A importância de se aprofundar nos assuntos antes de opinar

Conversando sobre Psicologia, até com outros estudantes e profissionais formados e atuantes, percebo que as pessoas costumam fazer afirmações muito senso comum e estereotipadas sobre vários teóricos famosos. Quantas vezes não ouvi: "Freud era um drogado e tarado" ou "Skinner adestrava crianças"? Se você tem um pouco de familiaridade com Psicologia eu aposto que você também já ouviu essas coisas.

O senso comum é muito sedutor e penso que todos estamos sujeitos a cair nas armadilhas dele de vez em quando. Longe de mim me isentar disso, mas pelo menos de uns tempos para cá, há alguns anos, busco tentar ir além desse pensamento e na maioria das vezes descubro que ele está bem equivocado ou incompleto e acabo revendo as opiniões que eu tinha sobre alguns temas.


Um agravante também é que o mundo da Psicologia é dividido em várias escolas de pensamento diferentes que entram em atrito umas com as outras. Os profissionais e estudantes pertencentes a cada uma delas se apegam de forma passional, muitas vezes diminuem ou menosprezam as outras abordagens mesmo sem ter conhecimento suficiente sobre elas, apenas por uma questão de rivalidade.

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É impossível ser totalmente parcial, eu também não me considero alguém sem nenhuma tendência, eu me identifico muito com a Psicanálise. Não sei se isso vai mudar no futuro porque ainda tenho anos de estudo pela frente, e por conta disso acabo trazendo um pouco desse viés nas minhas publicações, também não é errado se apaixonar, mas procuro me policiar e respeitar as demais abordagens. Quando falo sobre elas aqui no blog eu sempre utilizo como artigos de sites especializados nelas como referência.

Até porque eu também gosto das outras teorias, escolhi começar pela Psicanálise porque me identifico com ela e me trato com uma psicóloga dessa abordagem, mas também porque boa parte das outras escolas nasceram a partir dela ou em resposta a ela. Acredito que quando eu for me aprofundar nas outras abordagens, o meu conhecimento prévio na teoria psicanalítica me ajudará a compreendê-las melhor.


Pensando nessas coisas, surgiu a inspiração para fazer uma série de artigos sobre os principais esterótipos que cercam cada um dos grandes teóricos em Psicologia. Essa primeira parte é focada em C. G. Jung, famoso pupilo de Freud que depois seguiu seu próprio caminho e fundou a Psicologia Analítica ou Psicologia Complexa. Jung é muito acusado por pessoas que não conhecem a fundo a sua obra de ser um guru místico e não um cientista sério. Quer saber se isso é verdade? Continue lendo 😊

Nem todas as respostas estão na internet

Não é possível encontrar informações muito específicas em uma pesquisa simples na internet.
(Imagem retirada do site Clipartmax)

Uma coisa que eu descobri nessa minha jornada de estudante é que não dá para se aprofundar muito somente com a internet. Comecei estudando por blogs, sites e canais no YouTube de Psicologia, mas fui sentindo a necessidade de me aprofundar e percebi que eles não eram o suficiente. Foi aí que comecei a pegar livros e ler artigos e pesquisas científicas. Existem algumas coisas mais específicas que os livros e artigos acadêmicos abordam que você não vai encontrar em uma pesquisa comum no Google.

É claro que com a internet você tem acesso a livros físicos ou ebooks, se quiser. Também tem a artigos e estudos científicos se você utilizar a pesquisa acadêmica do Google, o PsyINFO da American Psychological Association que possui um banco de dados com quase 5 milhões de pesquisas (se você tiver conhecimento em inglês) e outras ferramentas. Porém, quando digo que nem todas as respostas estão "na internet" estou me referindo a sites comuns, de curiosidades, blogs e canais do YouTube. Se você souber usar a internet para procurar nos lugares certos você acha toda a informação que precisar, mas busque nos lugares certos!


Também tenha em mente que todo site ou texto possuí uma tendência por mais imparcial que busque ser, então é sempre bom verificar os argumentos de outras fontes que discordam dele. Nos meus debates com outros estudantes encontrei pessoas que ao invés de estudar e tirar as suas próprias conclusões apenas reproduziam opiniões prontas de sites que elas costumavam frequentar, isso não é ser crítico.

Quem foi C. G. Jung?

Ex-pupilo de Freud e fundador da Psicologia Analítica.

Carl Gustav Jung foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço famoso por ser o fundador da Psicologia Analítica/Complexa e também foi um dos teóricos pioneiros das Psicologias Profundas. Jung nasceu em 1875 e veio de uma família muito religiosa, seu pai, Paul Achilles Jung, e alguns outros familiares eram pastores luteranos. Diferentemente deles, Jung era mais cético, questionador e não se contentava com os dogmas religiosos.

Na atuação clínica como psiquiatra, Jung começou a considerar a existência de alguma instância que influenciasse o comportamento e os sintomas dos pacientes. Em 1904 ele teve contato com a obra de Sigmund Freud e os dois começaram a trocar correspondências.

Colaborações entre Freud e Jung.
Carta de Freud a Jung (1913). Fonte: Wikipedia

Eles se encontraram pela primeira vez em 1907 e tiveram uma conversa que durou 13 horas ininterruptas, se tornaram amigos, mestre e pupilo. Jung foi muito importante para a comunidade psicanalítica, chegando a presidir a Associação Internacional de Psicanálise e também fez algumas contribuições para a teoria, propôs o complexo de Édipo feminino chamado por ele de 'complexo de Electra'.

No entanto, apesar dos pontos em comum, Freud e Jung tinham também muitas diferenças. Jung discordava do conceito de libido postulado por Freud que naquela época era tratado como exclusivamente sexual. Já Freud não gostava do interesse de Jung pelo esoterismo, espiritualidade e artes ocultas porque pensava que estudar tais fenômenos poderia comprometer a credibilidade da Psicanálise. As colaborações entre os dois acabaram definitivamente em 1914 e foi um rompimento bem tempestuoso. Freud chegou a desmaiar algumas vezes na presença de Jung.


Após a cisão, Jung fundou a sua própria escola de pensamento e Freud com o passar dos anos revisou as teorias psicanalíticas mudando algumas coisas, hoje o conceito de libido na Psicanálise não é mais exclusivamente sexual.

Teorias mais influentes de Jung

  • Inconsciente coletivo

Inconsciente coletivo - teoria junguiana
Dungeon Mementos no jogo Persona 5 é uma representação do Inconsciente Coletivo, mais famosa teoria de Jung.

A teoria mais conhecida de Jung é a teoria do Inconsciente Coletivo. Segundo ele, possuímos o Inconsciente Pessoal e o Coletivo. O Pessoal se assemelha muito com o Inconsciente freudiano, contém sentimentos e ideias reprimidas de um indivíduo adquiridos ao longo da vida e também o que ele chama de 'complexos'.

Já o Inconsciente Coletivo corresponde aos fundamentos estruturais da psique e contém os arquétipos que são padrões de imagens e símbolos que se repetem de formas diferentes em todas as culturas e que, segundo ele, seriam herdadas de geração para geração.

  • Arquétipos
Arquétipos, inconsciente pessoal e coletivo, etc.
Aparelho psíquico para Jung. Créditos da imagem: Fast Track

As imagens dos arquétipos estão presentes nas diferentes culturas humanas de diversas formas e podemos observá-las nos contos de fadas, mitos, lendas e narrativas, em geral.

Exemplos de arquétipos:

Arquétipos - Jung
(Imagem retirada do site Clipartmax)

a) Animus e Anima: o Animus é o lado masculino que existe dentro da psique de toda pessoa feminina, e a Anima é o arquétipo do feminino na mente de toda pessoa masculina. Ambos estão associados com ideias que se relacionam aos papéis de gênero na história da nossa sociedade;

Arquétipos - Jung
(Imagem retirada do site Clipartmax)
b) A Mãe: carrega comportamentos e imagens relacionadas à maternidade como já experimentaram nossos antepassados;

Arquétipos - Jung
(Imagem retirada da internet)



c) O Pai: esse arquétipo representa para Jung uma figura de autoridade e de modelo a ser seguido;

Arquétipos - Jung
(Imagem do jogo Persona 5)



d) Persona: são as nossas faces sociais que mostramos ao mundo em determinados contextos, máscaras;

Psicologia Analítica - Carl Gustav Jung
Sombra de Kamoshida, personagem do jogo Persona 5.

e) A Sombra: é um conceito bastante similar ao Id da teoria do Freud. Ela contém características nossas que não admitimos como pertencentes a nós, como sentimentos negativos reprováveis socialmente, ou muito íntimos que desejamos que permaneçam em segredo, ou às vezes não reconhecemos nem para nós mesmos.

  • Tipos psicológicos
C. G. Jung
Créditos da imagem: Hypescience

Outra teoria muito famosa de Jung é a dos tipos psicológicos, quando ele propôs os conceitos de introversão e extroversão. 

Atitudes

São basicamente predisposições que temos para agir ou reagir de determinadas formas. Jung defendia que todos temos níveis de atitudes de introversão e extroversão:


Energia psíquica concentrada para nosso mundo interno.
(Imagem retirada do site Clipartmax)
  • Introversão: quando concentramos nossa energia psíquica para nosso mundo interno;

Energia psíquica concentrada para o mundo externo.
(Imagem retirada do site Clipartmax)
  • Extroversão: direcionamento da energia psíquica para o mundo externo.
Não existe ninguém que seja totalmente introvertido nem extrovertido, todos carregamos algum nível dessas duas atitudes e uma pessoa psicologicamente saudável consegue equilibrar bem as duas.

Funções

Assim como as atitudes, algumas funções são mais predominantes em cada pessoa.
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I) Funções psicológicas racionais: de apreciação e julgamento dos assuntos dos quais a consciência se ocupa:


C. G. Jung
(Imagem retirada do site Clipartmax)

  • Pensamento: intelectualidade e encadeamento de ideias. Algumas pessoas têm essa função predominante, Jung chamou eles de pensadores. Pensadores extrovertidos se concentram mais em pensamentos concretos e também valorizam as autoridades, enquanto introvertidos em suas próprias ideias e interpretações;

C. G. Jung
(Imagem retirada do site Clipartmax)
  • Sentimento: apesar do nome, essa função não está relacionada diretamente com emoções. Diz respeito a avaliação dos acontecimentos ou ideias e busca entender o valor das coisas. Pessoas extrovertidas que tem essa função como predominante costumam dar preferência às informações e dados objetivos para realizar avaliações e também valorizam fontes e métodos amplamente aceitos. Por conta disso essas pessoas têm maior facilidade para se adequar às normas sociais mesmo que não concordem com elas já que valorizam muito o que é mais aceito pelos outros. Já os introvertidos valorizam mais a subjetividade e se sentem mais desconfortáveis em seguir normas sociais das quais não concordam;

II) Outras funções psicológicas:


C. G. Jung
(Imagem retirada do site Clipartmax)

  • Sensação: é a percepção individual dos estímulos captados pelos nossos sentidos (visão, tato, paladar, olfato e audição). Pessoas extrovertidas interpretam tais estímulos de forma concreta, enquanto introvertidas novamente de um modo mais subjetivo;
C. G. Jung
(Imagem retirada do site Clipartmax)

  • Intuição: é uma percepção que está além do nível consciente, ou seja, a pessoa tem ideias e palpites, mas não sabe de onde eles vieram, mas é claro de algum lugar, no caso do Inconsciente. Pessoas extrovertidas conseguem perceber detalhes no mundo externo que os outros geralmente não percebem, questões subliminares, por exemplo. Já pessoas intuitivas introvertidas são guiados por percepções inconscientes a respeito do próprio mundo interno.
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A maioria das pessoas cultiva apenas uma das funções psíquicas, as que conseguem cultivar as quatro são quem atingiu a individuação.

Individuação é um desenvolvimento do processo psíquico em que elementos inatos da personalidade e as experiências da vida da pessoa se integram ao longo do tempo em um todo, no qual funcione bem.


Jung e o ocultismo, esoterismo e espiritualidade

Poderia ter relação com alquimia e outras escolas ocultas, segundo teorias gnósticas.
Alguns teóricos acreditam que as catedrais góticas teriam influência de antigas tradições como a Alquimia e a Cabala. (Imagem retirada da internet)

Finalmente chegamos no ponto central desse artigo: as polêmicas acusações de que C. G. Jung não seria um cientista, mas sim algum guru ou bruxo.

Tais acusações ocorrem porque boa parte de sua obra trabalha em cima das chamadas artes ocultas, esoterismo, espiritualidade e paranormalidade. Alquimia, Astrologia, Tarot, Gnosticismo, religiosidade, entre outras. Porém, Jung não estudou essas artes com o objetivo de provar que elas funcionam, nem entrou nesse mérito. Ele não estudou o Tarot porque acreditava que as cartas realmente poderiam prever o futuro, por exemplo.

Para Jung, a Psicologia é uma ciência muito recente porque antes quem ocupava o lugar dela eram essas outras áreas, então segundo ele, tais artes seriam recheadas de conteúdos psicológicos da humanidade e um campo fértil para pesquisa e estudo.


Podemos fazer uma analogia entre Jung e Freud. A ciência desprezava o significado dos sonhos como objeto de estudo porque eles pertenciam a uma esfera do imaginário místico e religioso das pessoas. Freud viu que eçes não eram conteúdos desprezáveis e causou uma revolução com o livro 'A Interpretação dos Sonhos' (1899, publicado com a data de 1900). Hoje praticamente todas as escolas da Psicologia tem sua forma de analisar os sonhos a luz da ciência.

A espiritualidade, religiosidade, os mitos e o esoterismo foram e são muito importantes para a humanidade durante quase toda a sua história, então Jung não via sentido em ignorá-las. Até hoje as pessoas são fascinadas por Astrologia, por exemplo, isso significa que os astros realmente guiam nosso destino? Não necessariamente, mas com certeza podemos estudar e entender porque as pessoas se fascinam tanto por ela.
C.G. Jung acreditava que a Astrologia e outras artes esotéricas milenares ocupavam o lugar da Psicologia antes da mesma surgir.
Em sua obra, Jung também estudou a Astrologia (Imagem retirada do site UIhere)

"'As estrelas de teu próprio destino jazem em teu peito', diz Seni a Wallenstein, dito que resgataria a astrologia, por pouco que soubéssemos deste segredo do coração. Mas até então o homem pouco se interessara por isso."
JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo - Obras Completas Vol. 9/1. 11ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2011.
A princípio, Jung chegou a levantar hipóteses sobre os atros de fato influenciarem a nossa vida, porém, ele não se aprofundou nisso porque o objetivo dele era estudar o que tem de conteúdos psicológicos.

Basicamente, ele defendeu que as pessoas projetam suas questões inconscientes nos astros. Quando um astrólogo interpreta um mapa astral, tem mais conteúdos psicológicos do dele do que de fato influência dos astros.


Conclusão

O movimento nova era tenta utilizar a obra de Jung para validar suas crenças.
Movimento Nova Era. (Imagem retirada da internet)

C. G. Jung não era bruxo ou místico, ele apenas estudou o misticismo, a religiosidade e os mitos a luz da Psicologia. Sua obra é muito influente na área de Ciência da Religião ou Psicologia da Religião.

O movimento Nova Era foi influenciado pela obra de Jung. Esse movimento é uma junção de princípios de várias religiões, principalmente orientais, e esoterismo, e os praticantes costumam usar as teorias da Psicologia Analítica para validar suas crenças. É importante ressaltar, como falei mais acima, que as teorias junguianas não comprovam as coisas que os membros da Nova Era afirmam. Ele estudou a Psicologia por trás do misticismo, religiosidade, oráculos, etc.

O que acontece é uma coisa similar a Física Quântica, pessoas que tem crenças místicas costumam falar que elas foram comprovadas por essas teorias. É o chamado misticismo quântico. Sendo que a física não comprovou nada disso.

As pessoas podem ter suas crenças, mas é importante esclarecer que Jung não foi um profeta nem nada disso, apesar de ser tratado assim por alguns que pertencente a esse movimento.


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Referências

  1. SILVEIRA, Nise da. Jung: Vida e Obra (Coleção Vida & Obra). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981;
  2. SOUZA, Felipe Luis Melo de. Sobre a divergência Jung e Freud. Disponível em: <http://www.symbolon.com.br/artigos/Sobre-a_divergencia-Jung-e-Freud.pdf>. Acesso em 4 de Fevereiro de 2019;
  3. JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo Vol. 9/1. 11ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2011;
  4. JUNG, Carl Gustav. Tipos psicológicos Vol. 6: Volume 6. 7ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2013;
  5. Inconsciente Coletivo - Os Segredos das Catedrais. Disponível em: <http://inconscientecoletivo.net/os-segredos-das-catedrais/>. Acesso em 4 de Fevereiro de 2019.


Comentários

  1. Excelente, entretanto não concordo que o arquétipo "sombra" de Jung esteja relacionado ou que seja parecido com o id de freud, sendo que este sendo a parte do inconsciente referente aos instintos e desejos sexuais... (meu comentário não é com exatidão devo ressaltar)

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    1. Mas o Id não contém apenas desejos sexuais. Ele contém todos os desejos, instintos e pulsões que nós temos que não necessariamente são bonitos ou aceitáveis pela nossa sociedade.

      A Sombra também contém desejos reprimidos, inclusive sexuais. No jogo Persona 4, por exemplo, que é inspirado na teoria do Jung, o personagem Kanji é homossexual e reprime a própria sexualidade, então a sua sombra que aparece no jogo é toda sexual e a sua dungeon é dentro de uma sauna em que os monstros são caras saradões pelados de toalha kkk

      Aqui tem um vídeo da sombra do Kanji (vídeo curtinho de um minuto): https://youtu.be/-IZ0JU9aC3w

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  2. Respostas
    1. Fico feliz que você tenha gostado! Escreverei sobre outros teóricos como B.F. Skinner, Carl R. Rogers, Freud, etc kkk

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  3. Que interessante, Jung foi para uma área riquíssima de estudo, pois quantos se utilizam de diferentes formas para expressarem seus medos e desejos. Muito legal.

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  4. Olá! Verdade hoje precisamos nos aprofundar nos textos, sair um pouco das pesquisar online e abrir mais os livros, ler pesquisas entre outras coisas. Ótimo texto!

    beijos!

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  5. muitos parabéns o tema está muito bem explorado, e gostei essencialmente da parte em que referes que nem toda a informação está na Internet que é verdade, eu estudei Freud mas nunca tinha ouvido falar sobre Jung e aqui fiquei a saber algo mais

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    1. É um grande teórico também, mas pouco conhecido para quem não é tão familiarizado com Psicologia <3

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  6. Simplesmente maravilhoso. Eu gosto muito de tudo que gira em torno da Psicologia, pra ser mais concreta a Psiquiatria. Gostei do seu texto e agora vou dar uma volta pelo seu blog.

    Parabéns.

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    1. Espero que você goste <3

      Se você se interessa por Psiquiatria, vai gostar da categoria do blog sobre transtornos mentais.

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  7. Bem interessante o post! Adorei! ❤ Jung foi para uma área cheia de estudos.

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  8. Como amante do tema, penso que é muita pretensão da nossa parte desejar aprofundamento nesse conteúdo utilizando-nos apenas de leituras e material proveniente da internet. rs
    Sendo a Psicologia uma ciência qye requer constante estudo, aprofundar-se nela é uma tarefa infindável.
    Muito bom o teu post!

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    1. Com certeza! Mas se a gente souber usar a internet com sabedoria, podemos chegar nos materiais mais completos como livros e artigos científicos. Uso muito essas fontes para estudar para os textos do blog.

      Só que realmente percebo que tem alguns livros ótimos que a gente só acha em sebos, nem online a gente acha mais.

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  9. Gente, ual! Que texto bem delineado, e que pesquisa completa!!! Gostei muito do que você se propôs fazer, elucidando melhor tantos atalhos que as pessoas pegam hoje em dia depois da facilidade que a internet nos trouxe.
    Eu sou psicóloga, sigo a linha Behaviorista (um beijo pro meu pai, pra minha mãe e pro Skinner <3), mas desde a época de estudante sempre fui muito aberta a compreender as mais diversas abordagens, bem como respeitá-las. Na clínica eu percebi que fechar sua mente para uma abordagem só é limitar o progresso do clinte/paciente. Eu amo estudar a Psicanálise. Acho impressionante seus teóricos e suas teorias. Eu AMO muito a ciência da abordagem fenomenológica existencia - como admiro!! E assim por diante. Não acho nada ético ou moral esse menosprezo de alguns pela ciência de outros.
    Amei te ler e te conhecer...


    Beijão
    www.coisasdemineira.com

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    1. Que bom que você gostou! Eu pretendo fazer um texto desses sobre o Skinner também porque também há muito senso comum e equívocos sobre ele. Está na minha lista de to posts futuros, mas não sei quando publicarei.

      Obrigado por comentar <3

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  10. Adorei o texto, hoje em dia as opiniões são formadas sem nem mesmo se aprofundar ou procurar saber o que se trata, acho terrível também que os pontos de vista diferentes virou uma guerra, acho bom manter a mente aberta a analisar diversas abordagens e nem tudo está só na internet como você falou.

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    1. Com certeza! Eu vejo que existe muito senso comum, até entre profissionais e estudantes da área!

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  11. Eu gosto de ler as suas postagens com bastante calma, tempo e atenção porque acho tudo tão bem feito e detalhado! É enriquecedor.
    Eu sei bem pouco sobre psicologia, mas é uma área que me chama bastante atenção, principalmente pelas diversas linhas de estudo.
    Eu já tinha ouvido falar aqui e ali sobre o Jung mas nem saberia dizer o que. Lendo seu artigo, as coisas se esclareceram um tanto.
    Achei muito interessante a parte das funções psiquicas e a dos conceitos de introversão e extroversão.

    OBS: Chocado que existe um ''google acadêmico'' hahaha

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    1. Para você ver como mesmo as pessoas não conhecendo as teorias ou os teóricos, esses termos acabam entrando no nosso vocabulário coloquial.

      Esses termos introversão e extroversão, por exemplo, "recalque" que vem da Psicanálise, "complexo de inferioridade" que vem da Psicologia do Poder do Alfred Adler, etc.

      Bem interessante!

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  12. Estou cursando Pedagogia, e estudei um pouco desses autores que citou, eles foram grandes e importantes filósofos. Eu curti muito o Skinner as teorias dele são ótimas.
    Adorei seu post!
    https://blogdajenny2014.blogspot.com/

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