A falta de empatia que adoece - Coringa (Resenha)

Análise do filme Coringa (2019)
(Imagem retirada da internet)

Olá, queridos(as), como vocês estão?

Eu estou bem, na medida do possível. Quem tem me acompanhado por aqui e nas redes sociais viu que entrei em uma crise do meu quadro bipolar e disse que daria um tempo do blog para focar no meu tratamento. Por mais que eu adore escrever e produzir conteúdo, é bem trabalhoso e cansativo, então precisava de umas férias.

O remédio que me passaram está começando a surtir efeito e os sintomas estão diminuindo. Estou aproveitando esse período para colocar em dia algumas leituras, assistir coisas, jogar videogame e até me arriscar um pouco na cozinha. Também comecei a fazer ioga e está sendo uma delícia.

Ainda não estou de volta definitivamente, mas eu assisti o filme do Coringa e achei espetacular. Resolvi parar e escrever um pouco sobre ele agora que ainda está em cartaz e todo mundo está falando sobre. Não é novidade para vocês que adoro Batman e quadrinhos da DC Comics. Se der tempo, vou aproveitar e escrever mais alguns posts para alimentar o blog nos próximos dias, mas, por enquanto, prefiro não me comprometer porque ainda não estou totalmente recuperado.

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[Atenção: este texto contém spoilers (revelações do enredo). Então, se você não quer estragar sua experiência com o filme, assista primeiro depois venha aqui conferir minha análise.]

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Polêmicas de todos os lados

Análise filme do Coringa (2019)
(Imagem retirada da internet)

Desde antes de seu lançamento, o longa vem sendo alvo de discussões acaloradas na mídia e nas redes sociais. Infelizmente, como já era de se esperar, na maioria das vezes, esses debates são bem superficiais. As primeiras acusações eram de que ele faz apologia e glamoriza a cultura incel.

Vocês sabem o que é isso? Eu não sabia até essa polêmica começar a pipocar. O termo "incel" é um neologismo da língua inglesa para involuntary celibates (tradução: celibatários involuntários). Se refere a uma subcultura online de homens predominantemente heterossexuais que não conseguem encontrar parceiras românticas ou sexuais e, por conta disso, se encontram em uma condição de celibato contra sua vontade.


Os incels culpam as mulheres por não conseguirem se relacionar. Defendem que elas são interesseiras e só se importam com aparência física e status social, e não com homens "bons" como eles 👀. Também culpam o movimento feminista. Essa ideologia prega que os homens têm direito a sexo e que a sociedade deve garantir acesso a isso. Existem muito poucas pesquisas sobre esse assunto, é um tema novo que ainda está despertando o interesse de acadêmicos.

Análise sobre o filme do Coringa (2019)
Exemplo de discurso incel. (Imagem retirada da internet)

Para mim, essa foi uma das polêmicas mais malucas envolvendo o filme. Ele não tem absolutamente nada a ver com essa subcultura ou ideologia e o Coringa do longa não é um incel (vocês entenderam melhor no decorrer da análise). Eu não sei quem associou uma coisa a outra e gerou essa manada de problematizações, mas tenho uma teoria.

Com o lançamento do filme Esquadrão Suicida em 2016, surgiram discussões sobre o relacionamento entre o Coringa e Arlequina (interpretados por Jared Leto e Margot Robbie, respectivamente). Algumas pessoas começaram a tratar como se eles fossem um casal bonito, sendo que, na verdade, se trata de uma relação abusiva pesadíssima 😳.

Análise do filme Coringa (2019)
Coringa e Arlequina em Esquadrão Suicida. (Imagem retirada da internet)

Então, o debate foi de um extremo a outro, mas continuou superficial. Agora as pessoas começaram a tratar o Coringa como machista e Arlequina como ícone feminista. De fato, o palhaço já fez coisas horríveis com mulheres e com a própria Harley Quinn nos quadrinhos, desenhos e filmes, porém, ele ainda assim não tem absolutamente nada a ver com a cultura incel.

O perverso vilão não carrega nenhuma ideologia. Suas maldades não são em prol de uma causa, mas tem o objetivo apenas de provocar o caos e se divertir com o sofrimento alheio. Sua relação com Arlequina é baseada no prazer de humilhá-la, subjugá-la e utilizá-la como peça de xadrez. Não tem relação com rejeição feminina ou as pautas dos incels.


A Arlequina, também, não é um bom exemplo de ícone feminista. Ela é uma criminosa assassina e cúmplice do palhaço nas mais diversas crueldades. Como comentei no meu post sobre os transtornos de personagens da série Batman, alguns profissionais de saúde mental identificam nela traços de personalidade borderline e personalidade histriônica. Ou seja, ela é uma pessoa com baixa autoestima e muitos outros problemas psicológicos que fazem com que ela se submeta a esse tipo de relacionamento de forma quase simbiótica. A relação entre os dois personagens é bem mais complexa e insana do que a forma como ela é tratada nos debates de Facebook.

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Outro Coringa

Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) é um Coringa bem mais emotivo que as outras encarnações do vilão nos quadrinhos e no cinema. (Imagem retirada da internet)

Outro detalhe importante que devemos mencionar, é que essa versão do Coringa é bem diferente das outras encarnações do personagem. Nos quadrinhos, ele é totalmente perverso e maligno, sem nenhum escrúpulo mesmo. Enquanto no longa ele é bem emotivo e não possui toda a crueldade e engenhosidade do original. Talvez esse Coringa nem possa ser considerado um super vilão.

Além disso, a obra é uma história original. Não adapta uma HQ específica, porém, possui algumas influências bem evidentes das graphic novels A Piada Mortal de Alan Moore e O Cavaleiro das Trevas de Frank Millerduas das histórias mais icônicas do Batman.

A Piada Mortal de Alan Moore é uma das histórias mais influentes do Batman com o Coringa. (Imagem retirada da internet)

Da primeira ele pega emprestada a premissa de o Coringa ter sido um comediante fracassado. Já de O Cavaleiro das Trevas, temos o teor político e a participação do Coringa em um programa de TV.

O Cavaleiro das Trevas por Frank Miller. (Imagem retirada da internet)

Uma sociedade doente


Bem, chega de contextualização e vamos para a minha opinião sobre o filme. Apesar de essa encarnação do Coringa ter uma personalidade muito diferente da sua versão nos quadrinhos, penso que funcionou muito bem como releitura e história isolada. É interessante, também, como aproveitaram a mitologia da série de forma inteligente. Thomas Wayne (pai do Batman) sendo retratado como político, por exemplo. A morte dele, e da esposa, adquiriu um sentido bem diferente. Outro ponto que achei legal, foi a quebra da lógica maniqueísta. Todos os lados podem ser vilões ou mocinhos dependendo da perspectiva.

O filme apresenta algumas críticas explícitas ao capitalismo neoliberal, principalmente por retratar a visão de uma pessoa em situação de vulnerabilidade social. Temos uma sociedade extremamente desigual, enquanto ricos como Thomas Wayne defendem o mito da meritocracia e dizem que pobres são palhaços fracassados.

Arthur é uma pessoa neurodivergente que faz tratamento. Não fica claro no filme qual diagnóstico ele possui, porém, ele apresenta sintomas de depressão profunda e psicose. Além de também possuir um problema neurológico que faz com que ele tenha crises de riso incontroláveis sempre que fica nervoso. Ao todo ele toma 7 medicamentos para tratar todas essas condições e faz psicoterapia, sendo que sua terapeuta não o acolhe adequadamente. No decorrer do filme, esses programas sociais são cortados e ele fica sem poder se tratar, o que agrava seu quadro drasticamente.


A cidade de Gotham enfrenta inúmeros problemas sociais e altos índices de criminalidade. Existem pesquisas que apontam uma correlação entre criminalidade e desigualdade social. Também existem pesquisas que relacionam alta urbanização com problemas de saúde físicos e mentais da população. Na grande São Paulo, maior metrópole brasileira, quase 30% dos habitantes possuem algum transtorno mental. Podemos encarar esses fatores como sintomas de uma sociedade adoecida e a Gotham do filme como uma representação da realidade.

No entanto, o cerne de todos esses problemas é a falta de empatia. Eu propus uma reflexão sobre isso mês passado, no post do setembro amarelo. Durante todo o filme, vemos Arthur ser tratado com desdém pelas pessoas por ser pobre e possuir transtornos mentais. O sistema capitalista neoliberal é baseado no individualismo. Se uma pessoa é pobre, possui um problema de saúde mental que requer acompanhamento, mas não tem dinheiro para isso, ela que se vire.

Arthur começa a matar porque percebe que só assim ele é visto pelas pessoas, mesmo que com temor. A primeira vez que ele mata é para se defender, pois, estava sendo agredido. Contudo, esse incidente o torna conhecido como o "palhaço assassino do metrô". No decorrer do filme, ele também diz que faz isso porque não tem mais nada a perder, já que ele se sente um nada e a sociedade o trata como um. Não é só ele que é assim, a população de Gotham já não se choca mais com a violência e com a morte, as pessoas estão dessensibilizadas de tanto sofrer. O que podemos encarar como outro sintoma da doença social.

Concluindo


Coringa é um filme muito bom, espetacular! Recomendo a todos que gostem de um filme cabeça que vai te deixar reflexivo durante umas boas semanas. De fato, é bem pesado e carregado de gatilhos, principalmente relacionados a psicofobia, depressão e abandono. Quem estuda psicologia, psicanálise e ciências humanas vai encontrar um prato cheio para analisar e aprender. Já quem espera um filme de quadrinhos no estilo da maioria, pode se frustrar. Não espere fidelidade aos quadrinhos, nem um filme de super vilão. Encare como uma releitura e um experimento.

Vocês já assistiram? Gostaram da minha análise? Opinem nos comentários, vou adorar saber 😉. Compartilhe com seus amigos que gostam de Batman, DC Comics ou simplesmente de um bom filme.



Comentários

  1. Gostei do filme, meu caro. Assisti em horário diferenciado para fugir das salas cheias. Sabia que uma multidão seria atraída, até por vivermos um tempo estranho, em que as pessoas querem o ontem de volta e outras estão com pressa de ter um futuro impossível para si.
    Gostei imenso da primeira cena, até por ter horror a palhaços, que embora seja apenas um homem-personagem mascarado, me incomoda o disfarce tão visível. A máscara branca a maquiar o que é pele. A tentar ocultar silogismos, a criar uma espécie de segredo impetrável.
    Me impressionou a cena do ataque gratuito dos meninos na rua. Tracei certos paralelos com o que fazemos-somos. Agredimos a partir do que considerados certo-errado, através de palavras, gestos, atos grosseiros-pensados ou não. Agredimos como defesa? Recurso ou apenas por agredir? Há quem sinta prazer-satisfação, que sabia o melhor tom, o tempo e a força necessária.
    E tem a pergunta que me posicionou diante de tantas discussões vazias, de pessoas rasas, tão cheias de nada e que não querem se preencher porque dão demasiado valor as suas opiniões. “É impressão minha ou o mundo está ficando mais maluco?” - fui a única a rir desse desaforo pautado por uma fina ironia.
    E claro que o nome da empresa para a qual trabalha, me fez pensar na felicidade instantânea - uma polaroid moderna - do instagram onde todo mundo é feliz all the time. Uma fábrica de risos, momentos felizes e intermináveis alegrias. Se duvidar eu vejo até um código de barras nas fotografias empilhadas no app.
    E quanto ao politico do filme, o senhor Wayne. Já é a terceira versão que vejo desse cidadão. Suas frases são bem pontuadas. Seu mundo é um incrível "faz de conta", moldado a partir das cartas de um baralho, que são distribuídas apenas para quem pode bancar o jogo e manipular os resultados a seu bel prazer.
    Eu ainda quero-preciso assistir novamente e pode apenas aproveita da excelente atuação do ator, que conseguiu superar Nicholson, em cena. Se bem que era outro Coringa, outra proposta. Mas aquele filme do Burton ainda não saiu da lista dos melhores que assisti.

    bacio

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  2. Fiquei muito impressionada com a complexidade do filme e com a atuação espetacular de Joaquin Phoenix. Coringa é um filme que mexe com nossas emoções mais profundas, um grande estudo de personagem que tem tudo para entrar para a história do cinema.

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  3. Fiquei muito impressionada com a complexidade do filme e com a atuação espetacular de Joaquin Phoenix. Gostei tanto que assisti duas vezes, na intenção de entender melhor alguns detalhes que não havi a percebido em um primeiro momento. Coringa é um filme que merece aplausos, um maravilhoso estudo de personagem que certamente vai entrar para a história do cinema!

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  4. Ainda não assisti o filme, então pulei a sua resenha...Mas, li o começo do post, acho que você está certissimo em se dedicar ao seu tratamento e ter essa consciência que as vezes é necessário umas "férias". Percebo como é importante esse espaço, mas não se cobre...Não deixe virar obrigação...
    Abraços

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  5. O coringa sempre foi um personagem enigmático e sinistro, não sabemos o que ele vai aprontar, suas falcatruas aparecem da noite para o dia. Ainda não assisti o filme, mas desejo.

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  6. Que post!!
    Realmente tenho visto falar que o filme está repleto de cenas pesadas que trazem várias reflexões, ainda mais para nossos dias atuais. Impossível sair do cinema e não se sentir mexido.
    Seu post reforçou minha vontade de assistir, ainda mais por sempre ter gostado do Coringa.

    bjs

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  7. Oi, tudo bem? Ainda não tive oportunidade de assistir mas já acompanhei algumas polêmicas nas redes sociais logo no lançamento do filme no Brasil. Não conheço muito esse universo Marvel, DC, então não saberia analisar profundamente cada personagem. Mas achei interessante seu posicionamento. Um abraço, Érika =^.^=

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  8. Oiii! De fato muitas foram as notícias envolvendo questões polêmicas com esse filme, não é verdade? Minha filha assistiu e não gostou muito, acredita? Eu não assisti, mas quero muito, justamente porque creio que foram acentuados traços da personalidade dele que me chamaram atenção, já que esses temas me atraem, assim como tudo que envolva os mistérios da mente humana! Adorei seu post! Se cuide, viu? Bjs

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  9. Ainda não assisti o filme, estou afastado do cinema já tem um tempo. Gostei demais da sua resenha e suas reflexões. Estou curiosa sobre o filme. Sucesso no seu tratamento e espero que dê tudo certo.

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  10. Nossa, essa é a primeira vez em que eu leio o termo "incel". Confesso que eu não fazia ideia que essa cultura/ideologia existisse. O povo já gerou muita polêmica descessária, ao meu ver, para esse filme. Arlequina de maneira nenhuma deve ser considerada um ícone feminista. Além de claramente viver em um relacionamento abusivo pesado, que foi romantizado no filme Esquadrão Suícida. Desde o desenho do Batman que eu assistia, ela sempre era retratada como uma personagem submissa e com problemas extremos de baixa auestima. Gostei muito de ler a sua opinião sobre o movie e toda a contextualição em torno do filme, Coringa. Bom saber que mesmo trazendo uma personalidade muito diferente da versão nos quadrinhos, você acredita que que funcionou muito bem como releitura e história isolada. Achei interessante toda a representatividade presente no enredo, como sérios problemas sociais, além de apontar uma correlação entre criminalidade e desigualdade social. Excelente pesquisa. Adorei.

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  11. Olá, não sou muito fã desse estilo de filme mas meu esposo adora. Vou mostrar sua análise pra ele, tenho a certeza de que ele irá assistir.

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  12. Olá!

    Não li sua análise, já que pretendo assistir o filme em breve.
    Eu não acompanho os lançamentos da DC, mas o Coringa tem uma personalidade diferente, isso me chama bastante a atenção. Além de tudo, o Joaquin é um ator maravilhoso, tenho certeza que desempenhou o papel de Coringa com muita maestria.

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  13. Confesso que antes do filme sair eu estava um pouco apreensiva por não ter entendido ainda como seria já que se tratava de uma releitura e não uma encenação ao pé da letra do personagem. Como grande fã de HQs e tendo o Batman como herói favorito da DC e achando o Coringa um dos vilões mais marcantes e icônicos da marca, assim que saiu resolvi conferir e não me decepcionei. Embora o Coringa seja um vilão cruel e que quer o caos, trazer o elemento da pressão da sociedade e o capitalismo afastando das pessoas coisas que deveriam lhe ser direito como por exemplo o acesso à terapia, seja medicamentosa ou não, traz mais realidade ao personagem e nos mostra o quanto a sociedade pode nos deixar doente. Sua análise foi a mais completa e coerente que li até agora. Parabéns.

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  14. Eu sai da sala de cinema sem saber o que falar. E olha que geralmente gosto de sair comentando sobre o filme e a experiência em assisti-lo, mas dessa vez não tinha oq ue dizer. O filme foi muito bem feito, a atuação impecável e mesmo sabendo que o Coringa é um dos vilões mais emblemáticos, achei perfeita o estudo sobre o personagem. Quero assistir de novo <3

    Sai da Minha Lente

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  15. Admiro muito a forma detalhada que usa em seus posts, aprofundando os temas e causando reflexões.
    Não assisti o filme do Coringa, na verdade, até 2014 eu sequer sabia quem é Coringa. Não consigo sentir vontade de ver filmes de super heróis, não consegui assistir todos do x-man também, mas, depois da tua análise, fiquei com vontade de assistir (provavelmente durma na metade do filme). Seu texto trouxe um lampejo de personalidade que não consigo, em geral, encontrar nas personagens!

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  16. Estou querendo ver o filme, mas tenho um probleminha com cinemas rs. Não conhecia o termo incel e lendo algumas vezes o destaque tirado da internet ... melhor deixar para lá por hora, não poderia oferecer nada melhor que silêncio. Curto muito o universo do Batman e essa bagunça de tantos universos paralelos já não me deixa triste ou confuso, as vezes desapontado, mas sempre me esforço para encarar um novo personagem, uma nova linha. O coringa do Heath Ledger elevou o sarrafo, eu achei incrível e nunca saberemos exatamente causas, consequências ou o preço pago pelo ator, já o Coringa do Jared foi ... estranho ... mas não tanto quanto a quantidade de jovens "idolatrando" o relacionamento ... estranho ... entre ele e a Arlequina. Acho que isso mostra um pouco do nível dos conceitos sobre relacionamento de nossa sociedade, não eram só adolescentes curtindo não. Gostei muito, como sempre, da sua analise e agora quero mais ainda ver o filme.

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  17. Ainda não assisti ao filme, pois minha vida está uma correria danada. Estou louca pra assistir, mas já li muitos elogios a respeito dele.
    Adorei a análise que você fez e a conexão com a falta de empatia. Ótimas observações!

    Beijos,
    FooDicas

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